Escreva a sua história, Mari.

Eu nunca fui de falar sobre o que me incomoda. Eu sempre fui aquela pessoa de guardar e tentar esquecer. Não quero me fazer de perfeita ou qualquer outra coisa. Não é nada disso. Talvez, eu só tivesse inseguranças que nem eu conhecia. Bom, eu vivi boa parte da minha vida assim: guardando coisas, sentimentos e palavras que me incomodavam só pra não ter que deixar ninguém triste. 

Porém, um dia, tudo isso explodiu. E acreditem no que eu falo: não foi legal. Eu levei ( e to levando) aquela “sacudida” da vida. Você perde o chão, o norte. E se sente muito sozinha. Do nada, aquela pessoa que você é (era?) não tá mais ali. E quem tá? Achar essa resposta é uma jornada. 

Eu tive sorte. No meio dessa tempestade toda eu conheci um grande amigo. Ele me falou sobre essas “sacudidas”. Na verdade, o nome disso tudo é maturidade. Em uma conversa, regada a muito suco, eu disse à ele que crescer dói. Ele riu e respondeu que sim. Mas é bom. E ele falou a frase que deu nome a esse post: “escreva sua história, Mari”. Pois pronto, vou escrever ela (ou melhor, parte dela) aqui. 

Não quero ser conselheira de ninguém nesse blog. Nem fazer autoajuda, Deus me livre. As coisas já são bem confusas pra mim. Na verdade, é só um apanhado de coisas. De memórias. Quem sabe assim, o meu “inferno astral” passe mais rápido. 

Aqui vamos ter de tudo um pouco – nada como uma frase clichê para deixar claro que você não tem noção do que tá fazendo – e eu vou tentar ser uma pessoa legal. 

É isso. Oi, eu sou a Mari, muito prazer.   

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