Bem - querer, Textos da mari

Querida Ruth Manus,

 

IMG_20170105_125031_011Primeiro, espero que você não ache estranho o fato de eu te considerar uma amiga. Uma amiga distante que me manda conselhos via internet. A verdade é que você não sabe a importância da sua escrita para mim. Gosto do que você escreve. E gosto do modo que escreve. Esse jeito de tornar o cotidiano bonito. E de falar sobre o sério para que todo mundo entenda. Você conversa com gente de toda idade. De todo lugar. E fala sobre tudo.

Acho que eu descobri tua coluna em 2015. Você escreveu sobre ter cuidado com os outros antes de isso ser uma modinha. Falava sobre a responsabilidade que temos ao entrar na vida de alguém. E por mais clichê que seja, parecia que aquele texto foi feito para mim. E depois dele, comecei a acompanhar teu trabalho mais de pertinho.

Espero que você não se ofenda. Mas, fiquei absurdamente decepcionada quando descobri que você não é jornalista. “Como assim ela é formada em Direito? Ela é tão legal. Não pode!”. Peço perdão pelo preconceito sem cabimento. É que quando você ingressa em um curso, quer defender a sua escolha de profissão com unhas e dentes e alguém que escrevia “pra mim” tinha que fazer o mesmo curso que eu. Tudo bem, eu estava errada.

Bom, como já falei, seu texto conversa comigo. E, muitas vezes, ele me fez companhia. Passei por uns dias escuros e gostava de ler aquilo que você falava. Nem sempre era o que eu queria ou o que precisava ouvir naquele exato momento. Porém, sempre era um momento de pausa. De leveza. De soltar um riso pelo canto da boca.

E teve dias também que você acertou no que eu precisava ouvir. Você falou sobre sair da zona de conforto, recomeçar, sobre ir ao psicólogo (“Como assim, a Ruth Manus tem psicólogo”. Você me mostrou que é mais normal do que se pensa). Sobre ir em frente. E muito obrigada, Ruth. Obrigada por ser colo de amiga mesmo sem nunca ter cruzado comigo na rua.  

Para enfrentar esses dias meio nebulosos, eu resolvi me aventurar a escrever. Não sei onde isso – que ainda está começando – vai me levar. Mas, você tem me ajudado muito. Me inspira essa brisa de ar fresco que você coloca nos seus textos. Resolvi escrever isso aqui para agradecer. Quem sabe, um dia, chegue até você. Obrigada, Ruth. Muito obrigada.

 

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